quarta-feira, 24 de novembro de 2010

HOW I MET YOUR MOTHER 6x10: BlitzGiving


Oh, man! Quando foi escolhido pra substituir Jacob, Hurley nomeou Ben como seu segundo homem. Algum tempo depois, ambos convidaram o jovem Walt pra voltar à ilha. No fim, Hurley se encontrou com o resto dos sobreviventes e seguiram sua vida. Pera, Lost acabou. Vamos a How I met...

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    Episódios de Ação de Graças são sempre bem pautados nas séries americanas. As comédias usam e abusam também, os de Friends são memoráveis. E esse ano, How I Met Your Mother nos traz o dude Jorge Garcia para participar da história sobre o Blitz. Blitz é o cara amaldiçoado que quando sai de um lugar perde um evento legendary! Ao que parece, o Hurley (ele tem um nome nesse episódio, mas vou me referir ao dude, assim) não é o primeiro, nem o último azarado. A maldição passou gerações até chegar nele e agora é passada para Ted.

    Ted, como sempre, tem uma idéia que consome todo seu foco. Fazer um peru dentro de outro peru para o feriado. Para isso, deixa o bar, Hurley aparece, Zoey também e eventos memoráveis acontecem. Entre eles, um cachorro que anda de skate e o “desafio” aceito por Marshall de enviar a foto de seu bilau para um número desconhecido. Qual o número? 4 8 15 16 23 42.

    Além da brincadeira, uma série de eventos incluindo o grupo-sem-Ted e Zoey acontece e acaba estragando o forno onde o peperu do arquiteto seria assado. De casa em casa, até que eles chegam em Zoey.

    A tentativa de Lily em acabar com a inimizade de Ted e Zoey dá certo, após alguns inconvenientes e situações que fizeram de Barney o novo Blitz. Ao fim, Zoey tem o feriado como um afago de Ted, para que a ativista não se sinta tão mal em passar Ação de Graças sem o marido e a enteada, que a odeia. Como o Ted do futuro diz, essa foi a história de como ele e a loira ficaram amigos. Estamos embarcando em um romance, dudes?! É possível que ela seja mais uma das paixões-pré-mother. Vamos conferir...

    Como não poderia deixar de terminar, Barney se livra da maldição ao melhor estilo Stinson de ser, sozinho com uma mulher nua no elevador. E assim, Hurley volta pra ilha como o cara azarado que sempre foi.

    Quando um episódio passa sem que percebamos o tempo é porque, de fato, ele foi muito bom. How I Met tem esse dom, mas esse 6x10 simplesmente voou. Foi tão rápido que, ao fim, a sensação foi de que a história da nova amizade do grupo foi jogada sem muito espaço na trama da semana. Mas a tradição diz, episódios de Ação de Graças devem sempre ser especial.

THE WALKING DEAD 1x04: Vatos

Que série!

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    Logo no começo, Amy e Andrea tem uma conversa digna de Manoel Carlos: sobre a vida. Em seguida, Jim cavando covas. Abertura. A série volta com o grupo liderado por Rick em busca de Merle, em uma Atlanta devastada. Nesse momento, não imaginávamos que o episódio seria digno de episódio final da curta temporada.

    Na tentativa de encontrar as armas deixadas por Rick e, então, ir atrás de Merle que deixou sua mão no terraço do prédio, o grupo segue a idéia arquitetada pelo entregador de pizza Gleen. Não imaginava ele, que um novo grupo de sobreviventes apareceria e em uma briga com Daryl, envolvendo um do outro grupo, acarretaria num seqüestro do chinês coreano.

    Aí começa as negociações para troca de reféns e pela posse da bolsa de armas. Conhecemos G, Guillermo. A pinta de traficante latino escondia um guarda que foi um dos dois funcionários que não conseguiram abandonar o asilo que trabalhavam e ficaram para cuidar dos velhinhos que ali estavam indefesos e, depois, liderar os demais que ia chegando. O bom samaritano do Rick, claro, comoveu-se, trocou os reféns e ainda deixou algumas armas. Mais um núcleo que deve reaparecer na segunda temporada, junto com pai e filho que receberam o policial ao sair do hospital.

    De volta ao acampamento, Shane assume novamente o posto de líder, vai atrás de Jim e o amarra para evitar danos. Não conseguindo explicar muito bem o porquê das covas, o cara só diz ter tido um sonho e daí a inspiração. Mais pra frente, entendemos!

    Na volta pra casa, sem Merle, o grupo se vê a pé. A van foi roubada! Primeiro suspeito: Merle. Motivo: vingar-se no acampamento. Começa a correria para que o grupo chegue antes que um estrago aconteça. Enquanto isso, lá em cima, um jantar com os pescados de Amy e Andrea alimenta a turma, em clima harmônico. Até que Ed – o cara enquadrado pela Maria da Penha – tem sua barraca invadida por zumbis. Em seguida, é a vez de Amy, até que o acampamento todo se vê sob ataque. Os principais continuam vivos: foram salvos por Rick e cia. que chegaram a tempo.

    Só ao final do episódio, temos noção de quão bem construído ele foi. A cena inicial, as covas, o presente de aniversário... Ponto para a série que só cresce em qualidade.

domingo, 21 de novembro de 2010

FRINGE 3x07: The Abducted


Por favor, clique em Leia tudo... e vamos logo para o texto.

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    Agora, Olivia, sabendo de tudo, já planejava voltar para casa: esse universo. Então, reaparece o taxista Henry, aquele do começo da temporada, e fica responsável por ajudá-la a chegar à Ilha da Liberdade, onde fica o laboratório em que os testes no tanque foram feitos. Olivia chega até lá, programa o tanque, mergulha, atravessa de volta para cá, reaparece na lojinha de artigos da Estátua de Liberdade e se encontra com uma mulher, responsável pela limpeza e pelo gancho espetacular do final do episódio!

    Sim, estou esquecendo de todo o caso da semana. Não, ele não foi desinteressante, nem nada disso. Aliás, desde a temporada passada, todos os casos nos levam a construir algo. Se antes, a Divisão Fringe do lado de cá descobriu que os eventos estranhos eram resultado de alguma coisa ou alguém do lado de lá, quando temos acontecimentos que movimentam a Divisão Fringe Lado B, as coisas são mais difíceis de nos interessar. Mas nem tanto. O trio formado por Olivia, Charlie B e Lincoln é extremamente carismático, mesmo não tendo sido tão aproveitado essa semana. O agente Broyles B é o único que conhece o fato de um membro de sua equipe não ser do seu universo, sabe também os planos de Walternativo. Acrescentando que não demonstra muita simpatia por nossa Olivia. Porém, um caso - que retoma Candyman, o responsável pelo rapto da infância de seu filho – faz Broyles e Olivia se aproximarem. Descobrem os responsáveis, salvam a vítima da vez (o menino Max), impedem a retaliação contra a família do agente e ainda ficam com a esperança de um antídoto contra os males causados pelos ladrões de infância. Como agradecimento, ao descobrir que Olivia deu-se conta de quem é, Broyles deixa passar, facilitando a tentativa de fuga de Dunham.

    Uma coisa que ainda não entendi. Quando Olivia entra no tanque e surge do lado de cá, seu corpo continua no Lado B, certo? Quero entender como, de fato, ocorrerá a passagem física da personagem. Pelo que já temos, ao aparecer em seu universo e entrar em contato com uma mulher, Dunham consegue deixar uma mensagem. A partir do próximo episódio, Peter finalmente acordará e será fundamental no resgate da nossa protagonista. Vai ser interessante, já que a relação com a Olívia B parece cada vez mais forte. Interessante também vai ser Walternativo, agora que descobriu que Olivia está ciente de sua verdadeira origem. Antes, ele havia dito que ela não era mais necessária. Será mesmo? Se realmente não é, sedá-la foi uma ordem burra. Poderia eliminá-la de vez naquele momento. Broyles deverá ter importância no desenrolar dessa história, assim como acredito que Charlie e Lincoln também deverão ficar a par de tudo.

    Fringe apresentou mais um excelente episódio, justo em uma semana que os boatos sobre seu cancelamento se acumulam. Entendam que não acredito que encerrar a série seja o principal problema, mas sim terminá-la sem dar um final digno. Com 7 episódios até o momento, há tempo de uma história ser desenhada para que a season finale seja um series finale condizente e que a série merece. O fim aos boatos, com um posicionamento da emissora apontando para o cancelamento ou não, é essencial. Fringe tem pique para uma quarta temporada, que poderia começar já com o status de “a última temporada”. Não tenho dúvidas que aí sim os episódios seriam ainda mais espetaculares.

sábado, 20 de novembro de 2010

THE EVENT 1x08: For the Good of Our Country


Mais 24, menos V. Ou não.

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    The Event teve um episódio razoável essa semana. Com o propósito de dar algumas respostas, acabou por criar outras perguntas. A trama de Sean e Leila se torna cada vez menos interessante, enquanto a do Presidente Martinez nos dá a sensação de que algo falta. Falta Jack Bauer.

    Vamos começar e terminar nesse parágrafo a história de Leila e Sean, que foram vendidos como protagonistas ou, pelo menos, o casal-a-se-torcer nos episódios iniciais da série. Talvez os dois tenham sim esse destaque e importância na trama, mas a história deles se torna cada vez mais chata e parada. Tudo bem que rolou fuga, tiro, seqüestro de médico, polícia e até uma pequena cirurgia no meio de um beco. Mesmo assim, a trama não convence e serviu apenas para nos deixar entediados esperando o episódio voltar ao foco interessante.

    Antes de seguir, ficamos sabendo logo no começo que os passageiros do avião foram liberados e já não estão mais sob a custódia do Governo. Já o piloto Michael, pai de Leila, é dado como morto, enquanto, de verdade, ainda está detido. O Presidente, em uma conversa minimamente amigável, consegue uma pista que rapidamente o leva até o Vice-Presidente Raymond. E aí entram as respostas: o avião foi seqüestrado a mando de Mr. Dempsey, homem com influência sob Raymond e que conta com Vicky em sua equipe. Portanto, toda a história envolvendo a família do piloto também está ligada a esse homem.

    No melhor estilo 24 (24 Horas), Vicky é enviada para calar a boca do Vice-Presidente, mas acaba é com um dos seus colegas, entrando em acordo para que Raymond se entregue e os dois possam sair da conspiração, antes tida como ato de patriotismo. Ela desaparece, ele entra em contato com sua equipe e com Martinez. Em cena recorrente no gênero, antes de soltar o nome do mandante, um furgão explode e leva o VP e seu segurança a nocaute. Eles não têm Jack Bauer!

    Mas e o pessoal de Sophia? Se você acreditou que a história havia se distanciado dos extraterrestres (ou sei lá o que eles são) e achado, como eu, que a vibe de ação e conspiração contra Governo iria dominar, a cena final nos refuta. Dempsey olha-se no espelho e tem uma imagem jovial sendo refletida e envelhecendo em segundos. Comecei aí a acreditar que o açúcar, realmente, não faz bem!

    The Event é um híbrido de série de mistérios e série de ação. Alterna os gêneros entre episódios, sendo bem mais eficiente quando puxa para o último. Mas ainda assim, os mistérios instigam.


    Ligando os pontos:

    - O pessoal de Sophia não envelhece; a irmã de Leila foi levada para junto de meninas com rostos de jovens senhores; e Dempsey toma um floral e, de repente, alterna sua fisionomia. É óbvio que tem coisa aí. A conferir.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

HOW I MET YOUR MOTHER 6x09: Glitter

É uma honra.

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    Qual o objetivo de uma sitcom, de uma série de comédia? Fazer-nos rir. Há quem entenda dessas coisas melhor do que eu e até diga quantas piadas por minuto (ou falas) deve haver para seguir o padrão. O que eu sei é que How I Met Your Mother é uma série que não tem me feito rir tanto. Aliás, não tem como objetivo apenas isso. Esse episódio e o da semana passada são engraçados, mas não tanto quanto a série às vezes ousa. Calma, essa não é nem de longe uma crítica ruim. A série, em sua 6ª temporada, cada vez se torna mais especial. Eu tenho manias de classificar, ordenar e pra mim o mundo é uma competição. Com isso, a turma de Ted ocupa o segundo lugar no ranking das minhas séries, dividindo lugar com Friends e perdendo apenas para Lost.

    Vamos ao episódio que nos traz novamente Robin Sparkles, agora com sua colega de série infantil Jessica Glitter. Não vou comentar as piadas de duplo sentido e tudo que tanto divertiu Barney, porque isso seria apropriado numa review de sitcom... Essa nova parte do passado pop-star de Robin serviu apenas para desenvolver o futuro de Robin e Lily. A gravidez da mulher de Marshall ainda não aconteceu, mas já é uma realidade para o casal, e todo o grupo. Lily não pára de falar sobre bebês, gravidez e outros. Robin não é das mais apaixonadas por crianças e acaba dando um chega-pra-lá na amiga. Aí entra Jessica Glitter, ex melhor amiga de Robin, que quando engravidou se afastou e perdeu a amizade da nossa canadense favorita. A solução errada do problema por Ted leva o grupo a acreditar que Robin tinha deixado a amizade de lado, por causa da criança. O contrário tinha acontecido. Serviu para abrir os olhos de Lily e tentar provar à amiga que a amizade das duas sobreviverá, serviu também para Robin se mostrar mais flexível e aberta para o “sobrinho” que cedo ou tarde chegará.

    Em paralelo, falando de amizades do tempo de colégio, surge Punchy. O amigão de Ted aparece de maneira irritante, forçada e até vergonhosa. No fim, desconstruímos tudo isso e vimos que a atitude do cara tinha sido de um amigo, realmente. A namorada dele, acreditando que Ted ainda sofria por ter sido abandonado no altar, sugere que Punchy apareça em Nova York e alegre o amigo. Fofo! Para completar, Ted é convidado para ser padrinho dos dois em um futuro casamento. Casamento?! Sim, logo no começo da temporada ficamos sabendo aonde Ted conheceu a mother. Os roteiristas ou estão dando mais um passo na história ou apenas nos entretendo.

    Ao iniciar a review, disse ser uma honra, me referia a escrever o primeiro texto sobre How I Met, depois que, gentilmente, Natália deixou a meu cargo essa série. Justo, já que ela deve à minha insistência ter se apaixonado pela série. É uma honra também escrever sobre Ted, Marshall, Lily, Barney e Robin, já que eles fazem da série algo diferente das comédias que assistimos. Da abertura aos magníficos ganchos criados pelos roteiristas e magistralmente executados com a ajuda da galera da continuidade, os 20 minutos semanais dessa galera são legendary!

    Nota:

    - Existem fãs teorizando que é no casamento de Barney e Robin que Ted conhecerá, finalmente, a sua mulher. Clichê? Sim, mas não podemos negar que faria do series finale um momento épico.

THE WALKING DEAD 1x03: Tell It to the Frogs

O terceiro episódio da série deixa de seguir um pouco a vibe do anterior e assemelha-se ao primeiro, trabalhando de forma espetacular o silêncio. Os zumbis aparecem menos e dão apenas título a essa série que promete abusar do conflito de relações e do vale tudo pela sobrevivência.


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    The Walking Dead está apenas no terceiro episódio de sua curta primeira temporada. Ainda assim, já podemos afirmar que a série atingiu nível de excelência que séries levaram tempo para conseguir e, claro, já figura no Top 3 de muitos séries maníacos.

    Nesses 45 minutos, tivemos a chegada do grupo de Atlanta ao acampamento que estavam esposa, filho e melhor amigo de Rick – o policial-herói da trama! Vimos que Lori não era a vaca que imaginávamos e, mesmo não sabendo o tempo que o policial ficou no hospital, ela acreditou no que Shane havia dito: Rick is dead. Também não acredito que o melhor amigo do cara tenha dito isso apenas para conseguir ficar com a moça. Pelo que foi mostrado na discussão sobre o que contar ao irmão de Merle, a alternativa “ele está morto” é bem válida.

    Falando em Merle, o cara nojento que ficou preso no topo de um prédio em Atlanta... Rick, em um ataque de consciência, se junta a Daryl - irmão do “branquelo” - e a mais dois para voltar à cidade, resgatá-lo e pegar a bolsa de armas e o walktalk. Depois de se debater, de comentar sobre suas vitórias, prisões, de implorar a Deus e depois voltar atrás, Merle acabou ao melhor estilo Jogos Mortais. Quando a sua equipe de resgate chega, não o encontra. Apenas o que a imagem acima nos mostra. Excelente! Imaginem a raiva que esse cara não vai voltar pra cima dos “sobreviventes”.

    Uma seqüência que aliviou a tensão do episódio foi a caça às rãs de Shane e Carl, filho de Lori e Rick. Alívio interrompido pela DR do ex-casal de amantes. Em seguida, novo alívio. As lavadeiras do acampamento discutindo a divisão de tarefas e lembrando de suas facilidades do passado, como cafeteira, computador, celular, vibradores... Mas Walking Dead não é uma série de comédia e, logo, novo clima de tensão. Ed aparece na trama e será o personagem que bate na mulher, Carol. Ele só não contava que além de Andrea, como oponente, Shane também estava ali. Tudo bem que a surra serviu bem mais para o policial descontar sua raiva do que, de fato, punir o agressor de mulheres. Porém, o aviso foi dado.

    Em três episódios, os zumbis se mostraram claramente como antagonistas da história. Eles servem apenas de cenário para que os conflitos desses personagens apareçam. Ao contrário do que parece, ao analisarmos que o mundo acabou, como é dito na série, há muitos personagens. As tramas estão apenas começando e parece que os roteiristas não vão deixar ninguém de lado. Todos ali têm potencial dramático de sobra. Que série!


    Em off:

    - O clima de busca por sobrevivência e as árvores do acampamento me impedem de não citar Lost. FlashForward, The Event... Muito se fala sobre a nova Lost. Se existem séries que podem me prender e aprofundar mitologia e relações humanas são Fringe e, agora, The Walking Dead.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Desperate Housewives 7x08: Sorry Grateful


É Dia de Ação de Graças em Wisteria Lane.

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    E como sempre nossas belas (e insanas) donas de casa fazem com que as nossas vidas pareçam simples e maravilhosas.

    Começamos esse episódio com maiores detalhes sobre a relação entre Felicia e sua filha Beth. A obsessão em fazer Paul Young pagar pelo seus crimes leva Tilman a incentivar a própria filha a usar seu corpo para arrancar toda informação possível do "genro", afinal segunda a própria "homens ficam idiotas quando transam". Beth, por sua vez, parece cada vez mais envolvida no seu falso casamento, se é que a esse ponto do jogo podemos dizer ser realmente falso. É interessante ver como a loirinha fica dividida entre a mãe, uma mulher amargurada e vingativa, e o marido, um homem tão vingativo e amargurado quanto, mas muito mais perigoso. No fim das contas, Beth parece se convencer de que a mãe talvez esteja errada, mas até quando esse momento de dúvida irá, afinal, Paul também já mentiu e escondeu várias coisas da sua querida esposa.

    No feriado feito para agradecer pela família e amigos que temos, Gabrielle recebeu, de uma maneira um tanto quanto peculiar, uma oportunidade de ter suas duas filhas, Grace e Juanita, só para ela. A questão é se Gabi realmente é capaz de tudo, inclusive, acredito eu, ir contra Carlos, para ficar com a filha biológica. É incrível ver como a personagem de Eva Longoria evoluiu de uma dona de casa fútil e entendiada para uma mãe que se emociona com cada gesto da sua filha perdida. Acho que Gabi Solis é a personagem que mais amadureceu com o passar dos anos, mas sem perder é claro o jeito mimado e arrogante que faz com que ela seja a Gabi que todos conhecemos e amamos.

    Lynette e Susan não conseguem entrar em acordo sobre como é a melhor maneira de se lidar com um bebê chorando, até que Susan pede demissão do seu posto de babá Scavo e acaba confessando que não aguenta mais lágrimas de onde quer que elas venham, fazendo com que sua amiga permita que ela cuide da baby Scavo da maneira que julga melhor. Lynette, como sempre, é a mais sensível das nossas donas de casa.

    Enquanto Lynette consola Susan, Tom e Renne tem um momento um tanto quanto sugestivo quando, após ver a amiga de sua mulher só de toalha, o loiro bobão relembra da noite em que passaram juntos e a poderosa diva maravilhosa Willie, digo, Renee confessa que Lynette soube escolher homens bem melhor do que ela. Cuidado, Tom, Renee é uma tentação e tanto.

    E por último, como eu tenho adorado a plot da Bree nessa temporada, a participação de Brian Austin Green, o eterno David de Barrados no Baile, fez com que a ruiva voltasse a vida, cada vez mais energética e apaixonante. Os dois pombinhos tinham planejado um jantar a dois, no qual, somos levados a acreditar, o bonitão pediria a mão da nossa neurótica preferida em casamento, mas como nada é perfeito em Wisteria Lane, a mãe de Keith aparece para se desculpar com Bree pelo seu eu bêbado e babaca, e também, para se auto convidar para a celebração, ou será que alguém realmente acredita que ela não estava ali para pescar um convite? As coisas não saem nada como o planejado, Mrs McCluskey, a velinha mais legal do mundo das séries, e Roy, seu fiel companheiro, aparecem inesperadamente, já que no ano anterior Bree os havia convidado para jantar. Além disso, os pais de Keith começam a discutir durante a ceia, as coisas já não andavam bem, e acabam decidindo se divorciar no meio da noite! Keith fica balançado, mas acaba recuperando a fé no matrimônio depois de um discurso inspirado de Bree. Agora, me pergunto, sou só eu ou o pai de Keith/Mr Kent está arrastando uma asinha pro lado da ruiva?

    A série já não é mais a mesma, o humor negro e as tramas surpreendentes passaram um tanto longe desse episódio, mas foi um bom episódio que preparou cama para acontecimentos que podem sacudir e tanto o mundo suburbano dessas mulheres tão extraordinárias.

domingo, 14 de novembro de 2010

SHIT MY DAD SAYS 1x08: The Manly Thing to Do

Uma pena nossa primeira review de Shit My Dad Says ser justamente de seu pior episódio.

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    Os sete episódios que antecederam o dessa semana elevaram minha expectativa quanto à série. Uma sitcom como outras, só que baseada em um Twitter. Durante as falas do dad Ed, fico pensando nos 140 caracteres que fizeram parte do perfil inspirador da série. É divertido, tentem!

    O fato é que nessa semana, Ed teve sua personalidade desconstruída. Não totalmente, mas de uma forma que incomodou e, o pior, não divertiu. A chegada de um amigo veterano de guerra, cheio de piadas, fez de Ed um homem hospitaleiro, saudosista, divertido e amoroso, ao seu modo. Cadê o cara rabugento com dificuldade em pedir desculpas e que prefere se relacionar com vegetais ao invés de estreitar os laços com seus filhos?

    A trama central era o preconceito desse amigo, Wally, contra o empregado gay da casa, Tim. Tim vê Wally parar de tratá-lo normalmente após descobrir que o empregado é homossexual. Na cena, Ed não entende o amigo e acredita ser uma brincadeira. Tim se ofende, pede demissão e volta a trabalhar no bar gay. Isso, com o intervalo de duas cenas. Situação completamente forçada, resolvida com uma apresentação do coral gay de Tim para os velhinhos amigos de Ed.

    Outra trama foi a de Henry. Expulso de casa pelo pai para abrigar Wally, o rapaz vai dormir na casa do irmão e vê a cunhada nua. Depois, Bonnie fala que as coisas estão estranhas entre ela e o cunhado. Vince acredita que seja pelo irmão não ter elogiado o corpo de sua mulher, então arma uma nova situação e, aí sim, Henry acaba por elogiar Bonnie, que em um ataque de normalidade, acha tudo estranho. É isso: mais uma situação totalmente forçada e sem muita graça.

    Os personagens de Shit My Dad Says são carismáticos e com excelente potencial cômico, a exceção de Bonnie. Nem aquele cabelo amarelo dela me convence. Espero que o próximo episódio volte a me divertir como os anteriores.

FRINGE 3x06: 6955 Khz


Deus abençoe J.J. Abrams.

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      Fringe segue um ritmo que dará a essa temporada o título de melhor até o momento. Em mais um caso da semana, envolvendo pessoas de lugares diferentes, o episódio nos conta a história de números que vagam pelas ondas há anos e anos, antes mesmo dos dinossauros!

      Não tivemos tempo de criar empatia pelos personagens afetados com a transmissão dos números, apenas Walter o fez com Becky. O episódio procurou resolver e nos explicar logo o que aquela seqüência, de fato, indicava. Nosso cientista descobriu que não foi ela quem provocou a amnésia no grupo de ouvintes, mas sim outra onda transmitida junto e com o propósito de evitar que o código fosse decifrado. Então, ficou a cargo de Astrid/Watson e do sanduíche de Walter concluir o serviço do grupo de vítimas. Mostrando-se tão eficaz quanto sua Astrid B, ela conseguiu identificar localizações variadas.

      Já a Olivia B teve que, novamente, se esforçar para destruir os rastros de seus conterrâneos por aqui. Foi eficiente. Encobriu aquilo que precisava, inclusive omitindo a Peter e Walter que a primeira peça encontrada em um dos endereços indicados por Astrid faz parte da máquina que Walternativo espera que seu filho construía e, com isso, destrua um dos dois mundos.

      Interessante que dessa vez, o caso da semana teve pouco destaque, tanto que nem houve resolução. Serviu para introduzir mais um passo do plano arquitetado por Walternativo, mas as coisas estão se complicando. Olivia B tem tido dificuldades em assumir a personalidade da nossa Olivia, enquanto esta toma consciência de que está presa na vida e no mundo errado.

      Fringe vem mantendo a qualidade nos episódios de uma maneira espetacular! Não há episódios dispensáveis, nem sequer cenas, aliás. A construção da história caminha para resoluções consistentes.

      Extras:
      - Como todo fã de Lost deve ter achado, foi muito bom ver alguns dos números misteriosos no episódio. Além de outras referências, como o farol, o nome Aaron e a frase que deu até arrepio: "You have to go back".
      - Walter fumando maconha; Walter sentindo “um movimento no intestino a caminho”; Walter sendo irônico com Peter, como uma criança mimada; Walter sempre é uma série a parte.
      - Fugindo a regra, a cena final, do Lado B, indica que no próximo episódio já deveremos ver Olívia tentando voltar pra casa.
      - Sempre fico impressionado com a facilidade que os roteiristas têm em me convencer com suas explicações científicas.