
Uma pena nossa primeira review de Shit My Dad Says ser justamente de seu pior episódio.
Os sete episódios que antecederam o dessa semana elevaram minha expectativa quanto à série. Uma sitcom como outras, só que baseada em um Twitter. Durante as falas do dad Ed, fico pensando nos 140 caracteres que fizeram parte do perfil inspirador da série. É divertido, tentem!
O fato é que nessa semana, Ed teve sua personalidade desconstruída. Não totalmente, mas de uma forma que incomodou e, o pior, não divertiu. A chegada de um amigo veterano de guerra, cheio de piadas, fez de Ed um homem hospitaleiro, saudosista, divertido e amoroso, ao seu modo. Cadê o cara rabugento com dificuldade em pedir desculpas e que prefere se relacionar com vegetais ao invés de estreitar os laços com seus filhos?
A trama central era o preconceito desse amigo, Wally, contra o empregado gay da casa, Tim. Tim vê Wally parar de tratá-lo normalmente após descobrir que o empregado é homossexual. Na cena, Ed não entende o amigo e acredita ser uma brincadeira. Tim se ofende, pede demissão e volta a trabalhar no bar gay. Isso, com o intervalo de duas cenas. Situação completamente forçada, resolvida com uma apresentação do coral gay de Tim para os velhinhos amigos de Ed.
Outra trama foi a de Henry. Expulso de casa pelo pai para abrigar Wally, o rapaz vai dormir na casa do irmão e vê a cunhada nua. Depois, Bonnie fala que as coisas estão estranhas entre ela e o cunhado. Vince acredita que seja pelo irmão não ter elogiado o corpo de sua mulher, então arma uma nova situação e, aí sim, Henry acaba por elogiar Bonnie, que em um ataque de normalidade, acha tudo estranho. É isso: mais uma situação totalmente forçada e sem muita graça.
Os personagens de Shit My Dad Says são carismáticos e com excelente potencial cômico, a exceção de Bonnie. Nem aquele cabelo amarelo dela me convence. Espero que o próximo episódio volte a me divertir como os anteriores.
Nenhum comentário:
Postar um comentário