domingo, 14 de novembro de 2010

FRINGE 3x06: 6955 Khz


Deus abençoe J.J. Abrams.

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      Fringe segue um ritmo que dará a essa temporada o título de melhor até o momento. Em mais um caso da semana, envolvendo pessoas de lugares diferentes, o episódio nos conta a história de números que vagam pelas ondas há anos e anos, antes mesmo dos dinossauros!

      Não tivemos tempo de criar empatia pelos personagens afetados com a transmissão dos números, apenas Walter o fez com Becky. O episódio procurou resolver e nos explicar logo o que aquela seqüência, de fato, indicava. Nosso cientista descobriu que não foi ela quem provocou a amnésia no grupo de ouvintes, mas sim outra onda transmitida junto e com o propósito de evitar que o código fosse decifrado. Então, ficou a cargo de Astrid/Watson e do sanduíche de Walter concluir o serviço do grupo de vítimas. Mostrando-se tão eficaz quanto sua Astrid B, ela conseguiu identificar localizações variadas.

      Já a Olivia B teve que, novamente, se esforçar para destruir os rastros de seus conterrâneos por aqui. Foi eficiente. Encobriu aquilo que precisava, inclusive omitindo a Peter e Walter que a primeira peça encontrada em um dos endereços indicados por Astrid faz parte da máquina que Walternativo espera que seu filho construía e, com isso, destrua um dos dois mundos.

      Interessante que dessa vez, o caso da semana teve pouco destaque, tanto que nem houve resolução. Serviu para introduzir mais um passo do plano arquitetado por Walternativo, mas as coisas estão se complicando. Olivia B tem tido dificuldades em assumir a personalidade da nossa Olivia, enquanto esta toma consciência de que está presa na vida e no mundo errado.

      Fringe vem mantendo a qualidade nos episódios de uma maneira espetacular! Não há episódios dispensáveis, nem sequer cenas, aliás. A construção da história caminha para resoluções consistentes.

      Extras:
      - Como todo fã de Lost deve ter achado, foi muito bom ver alguns dos números misteriosos no episódio. Além de outras referências, como o farol, o nome Aaron e a frase que deu até arrepio: "You have to go back".
      - Walter fumando maconha; Walter sentindo “um movimento no intestino a caminho”; Walter sendo irônico com Peter, como uma criança mimada; Walter sempre é uma série a parte.
      - Fugindo a regra, a cena final, do Lado B, indica que no próximo episódio já deveremos ver Olívia tentando voltar pra casa.
      - Sempre fico impressionado com a facilidade que os roteiristas têm em me convencer com suas explicações científicas.

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