quarta-feira, 17 de novembro de 2010

THE WALKING DEAD 1x03: Tell It to the Frogs

O terceiro episódio da série deixa de seguir um pouco a vibe do anterior e assemelha-se ao primeiro, trabalhando de forma espetacular o silêncio. Os zumbis aparecem menos e dão apenas título a essa série que promete abusar do conflito de relações e do vale tudo pela sobrevivência.


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    The Walking Dead está apenas no terceiro episódio de sua curta primeira temporada. Ainda assim, já podemos afirmar que a série atingiu nível de excelência que séries levaram tempo para conseguir e, claro, já figura no Top 3 de muitos séries maníacos.

    Nesses 45 minutos, tivemos a chegada do grupo de Atlanta ao acampamento que estavam esposa, filho e melhor amigo de Rick – o policial-herói da trama! Vimos que Lori não era a vaca que imaginávamos e, mesmo não sabendo o tempo que o policial ficou no hospital, ela acreditou no que Shane havia dito: Rick is dead. Também não acredito que o melhor amigo do cara tenha dito isso apenas para conseguir ficar com a moça. Pelo que foi mostrado na discussão sobre o que contar ao irmão de Merle, a alternativa “ele está morto” é bem válida.

    Falando em Merle, o cara nojento que ficou preso no topo de um prédio em Atlanta... Rick, em um ataque de consciência, se junta a Daryl - irmão do “branquelo” - e a mais dois para voltar à cidade, resgatá-lo e pegar a bolsa de armas e o walktalk. Depois de se debater, de comentar sobre suas vitórias, prisões, de implorar a Deus e depois voltar atrás, Merle acabou ao melhor estilo Jogos Mortais. Quando a sua equipe de resgate chega, não o encontra. Apenas o que a imagem acima nos mostra. Excelente! Imaginem a raiva que esse cara não vai voltar pra cima dos “sobreviventes”.

    Uma seqüência que aliviou a tensão do episódio foi a caça às rãs de Shane e Carl, filho de Lori e Rick. Alívio interrompido pela DR do ex-casal de amantes. Em seguida, novo alívio. As lavadeiras do acampamento discutindo a divisão de tarefas e lembrando de suas facilidades do passado, como cafeteira, computador, celular, vibradores... Mas Walking Dead não é uma série de comédia e, logo, novo clima de tensão. Ed aparece na trama e será o personagem que bate na mulher, Carol. Ele só não contava que além de Andrea, como oponente, Shane também estava ali. Tudo bem que a surra serviu bem mais para o policial descontar sua raiva do que, de fato, punir o agressor de mulheres. Porém, o aviso foi dado.

    Em três episódios, os zumbis se mostraram claramente como antagonistas da história. Eles servem apenas de cenário para que os conflitos desses personagens apareçam. Ao contrário do que parece, ao analisarmos que o mundo acabou, como é dito na série, há muitos personagens. As tramas estão apenas começando e parece que os roteiristas não vão deixar ninguém de lado. Todos ali têm potencial dramático de sobra. Que série!


    Em off:

    - O clima de busca por sobrevivência e as árvores do acampamento me impedem de não citar Lost. FlashForward, The Event... Muito se fala sobre a nova Lost. Se existem séries que podem me prender e aprofundar mitologia e relações humanas são Fringe e, agora, The Walking Dead.

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